Flamengo aumenta receita, reforça caixa, mas dívida ainda preocupa

Apesar do aumento de receita e reforço no caixa, o Flamengo ainda vê a dívida crescer e planeja vendas para equilibrar as contas em 2025.

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Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo - Foto: Gilvan de Souza
Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

O Flamengo registrou crescimento de receita e fortalecimento de caixa no primeiro trimestre de 2025, mas o desafio no controle da dívida segue no radar da nova gestão.

Sob comando de Luiz Eduardo Baptista, o Bap, o clube viu sua receita consolidada (incluindo Maracanã) atingir R$ 236 milhões no período — um salto em relação aos R$ 172 milhões do mesmo trimestre de 2024, considerando apenas o clube. O bom desempenho foi impulsionado pelo aumento nas receitas de televisão (especialmente no Carioca) e pelo novo contrato de patrocínio com a Pixbet/Flabet, firmado ainda na gestão anterior de Rodolfo Landim.

Mesmo com a manutenção da arrecadação em bilheterias do Campeonato Carioca — R$ 21 milhões nos dois anos —, o Flamengo conseguiu melhorar a margem líquida, colocando R$ 2,1 milhões a mais no caixa.

Apesar do cenário positivo na receita, os custos também subiram, ultrapassando R$ 236,9 milhões, o que resultou em um déficit de R$ 9 milhões no trimestre — algo visto como normal, já que os primeiros meses do ano são mais fracos financeiramente no futebol brasileiro.

Foco em caixa e vendas

Priorizando o reforço do caixa, o Flamengo elevou sua reserva de liquidez para R$ 122 milhões, impulsionado principalmente pela venda à vista de Fabrício Bruno. Também houve redução no volume de investimentos: o clube gastou R$ 99 milhões em contratações, sendo metade dedicada a novos reforços (Danilo e Juninho) e o restante para quitação de bônus e pagamentos pendentes de jogadores como Gonzalo Plata.

Dívida ainda é alerta

No entanto, a dívida líquida do clube continua sendo um ponto de atenção. O balancete aponta queda na dívida operacional líquida de R$ 327 milhões para R$ 270,9 milhões. Considerando adiantamentos (como receitas futuras de TV e publicidade), a dívida líquida mais ampla subiu para aproximadamente R$ 540 milhões — um aumento de cerca de R$ 40 milhões.

Outro dado preocupante é o saldo entre valores a pagar e a receber por contratações, que saltou de R$ 220 milhões para R$ 255,3 milhões negativos.

Por esse motivo, o Flamengo já trabalha com a expectativa de realizar vendas no meio do ano. Wesley e Carlos Alcaraz, emprestado ao Everton, são os principais nomes cotados para negociações.

Eduardo El Khouri

Eduardo El Khouri

Arquiteto & Urbanista, Corretor e Jornalista digital com mais de uma década de experiência em sites de notícias do CR Flamengo. No Inflamados, a união entre a credibilidade da informação e a vibração da torcida.

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